A resposta é SIM! Quando vai iniciar as suas atividades a empresa precisa de um Capital de Giro, que será o valor que deve financiar o negócio nos intervalos entre a entrada e a saída de recursos financeiros da empresa.

Não é uma regra geral, mas boa parte das microempresas não iniciam suas atividades com um Capital de Giro Próprio, dos sócios; elas buscam empréstimos com terceiros ou fornecedores dispostos a apostar no negócio e liberar o produto para a empresa iniciar as atividades e honrar o compromisso depois. Em seguida a empresa faz o custo do produto e define o valor de venda com a margem de lucro desejada.

E como a empresa pode quebrar se tem um fornecedor que apostou no negócio, ou seja, não saiu nada do bolso dos sócios e o produto tem uma boa venda? Uma das coisas mais importantes a se observar nessa operação é o ciclo do Caixa da empresa, pois se a empresa vende e vai receber pelo produto vendido 50 dias após comprá-lo, mas terá que pagar o seu fornecedor com 30 dias da compra. Nesse caso, os 20 dias de diferença entre pagamento e recebimento necessitarão de um financiamento. Como a empresa não tem Disponibilidade Financeira em Caixa pois está tudo investido na mercadoria, ela começa a achar soluções temporárias para arcar com seus compromissos (empréstimos com juros altos, antecipações, prorrogação de títulos) e isso pode virar uma “bola de neve” no futuro.

A dica é: Tenha sempre bons profissionais auxiliando sua empresa na tomada de decisões para que ela seja sempre geradora de lucros, empregos e negócios.

 

Jacks Barros

Contador – CRC-PE: 026775/O-4

Sócio da Avance Assessoria Contábil e Empresarial

@avancecontabil